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Foca No Conto - O Seu Blog Motivacional

A alegria da tia da roupa estampada


Na sua família também tem alguma tia que é pura felicidade?

Alina era a tia mais alegre que se podia ter. Iluminava o ambiente que estava.

Uma bailadeira. Gostava mesmo era de dançar um forró. Ensinou o ritmo a vários sobrinhos e sobrinhas.

Tomava conta de um salão. Dançava com todo tipo de gente. Crianças, moças, rapazes, idosos, idosas. Não se com importava quem era o par. Só queria remexer o esqueleto.

Diversão era seu maior objetivo. Transbordava felicidade e, graças a Deus, contaminava as pessoas a sua volta.

Não havia festa de Natal triste quando se tinha a tia Alina para bailar com a parentada toda. Era um contentamento tê-la na ceia. Ninguém ficava parado.

Tinha fama de fuxiqueira, mas que nada.

Alina sabia bem era puxar um assunto. Agora, se a pessoa quisesse estender a conversa, aí a tia dançarina aproveitava para especular um pouquinho...

Já que segredo não se deve contar a ninguém, se alguém contasse um fato para Alina então já não era mais segredo, correto?

Sua piscadinha de rabo de olho era sinal de que conseguiu a informação que queria. A titia só repassava os dados fornecidos. Sabia manipular bem um diálogo.

Sua casa, com vários quartos espaçosos e aconchegantes, sempre foi refúgio para os sobrinhos que moravam em outra cidade. Dormir na casa da tia Alina era sempre uma festa.

Gostava de receber visitas com café quentinho e aquele bolo de fubá feito na hora. Hum que delícia!

Macarronada era sua especialidade. Fazia aquele espaguete de espessura grossa com um molho à bolonhesa inesquecível. Não precisava de mais nada para o almoço.

Adorava agitar um piquenique, mesmo quando chegava em lugares impróprios que seu marido escolhia, como na praia embaixo de uma placa de “proibido fazer churrasco” e a carne já assando na brasa. 

Só queria se divertir. Sua alegria era contagiante.

As estampas da alegria

Contudo, a presença de Alina tinha uma marca singular: o traje estampado!

A tia mais alegre de espírito era a mais florida na vestimenta.

Era um modelito mais vistoso que o outro.

E, muitas das vezes, a blusa com uma estampa diferente das cores da saia. Um show de imagens descombinantes!

Tinha também xadrez embaixo, florido em cima. Oncinha na camisa, bolas na calça. Sem problemas. O que importava era se a roupa estava confortável.

A maquiagem também era marcante. Batom vermelho não podia faltar. Lápis no olho destacava seus olhos verdes.

Alina? Nem ligava para as críticas. Sentia-se linda e assim ia para todo lado. Todos os dias. Era sua marca registrada!

As lições da tia Alina

Por trás daquela mulher alegre, iluminada e colorida estava uma tia guerreira que com sua simplicidade ensinou aos seus sobrinhos lições importantes para a vida toda.

A primeira e mais importante é que o amor incondicional de uma mãe pode ser extraído de fora do útero, vindo de dentro do coração.

Assim que teve a oportunidade a tia Alina dividiu a atenção e o amor que tanto distribuía aos sobrinhos com a menina mais doce e abençoada que Deus pode oferecer-lhe.

Não foi gerada dentro de si, mas foi gerada para si. E cuidou e amou essa garotinha como a melhor mãe do mundo que conseguiu ser. Consequentemente, recebeu o amor verdadeiro de uma filha que tanto merecia.

Outra lição que deixou a todos foi que a vida tem que ser vivida com simplicidade e alegria. Não se precisa de muito para se vivenciar bons momentos com os parentes e amigos.

Um bom arrasta-pé já faz a alegria da galera. Deixa a música contagiar o ambiente.

Uma boa e divertida conversa acalmam o coração de qualquer um. Titia era boa de papo.

Um carinho, especialidade de Alina, acalenta qualquer mente inquieta.

Roupa chique, bonita, elegante para quê? Se a pessoa está feliz e confortável com seu festival de cores, isso que importa.

Por fim, Alina ensinou o que muitos catedráticos tanto doutrinam... O bom relacionamento com as pessoas abre portas.

Conversava ora com um, ora com outro. Especulava daqui, esmiuçava dali.

O fato é que sua lista de contatos era gigantesca, o que facilitava ajudar quem a procurasse para indicações de pessoas com interesses semelhantes.

Tia Alina nunca se beneficiou da Internet para isso. Seu “networking” foi construído naturalmente, na base da boa fala persuasiva que tinha.

A alegria da tia do traje florido deveria fazer parte de todas as famílias para que sua história e seus ensinamentos nunca fossem esquecidos.

Feliz do sobrinho que a teve Alina como tia.

Feliz da família que a teve colorindo a vida de todos.

 








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Tem um pedófilo na sua família?



Esta é uma história baseada em fatos reais.

A narrativa de um monstro e o frango caipira.

É sobre ter um pedófilo na própria família.

Não se trata de traumas causados por um pedófilo ao destruir a inocência de uma criança. O foco da narrativa é como age esse tipo de abusador.

Mas o que tem a ver um pedófilo com um frango caipira?

São surpreendentes as artimanhas que um monstro pode usar para conseguir se aproveitar uma criança inocente. Vai lendo...

Josué era um rapaz de hábitos simples, de pouca instrução estudantil. Filho de um casal humilde que cuidava de um sítio no interior de Minas Gerais.

O irmão mais prestativo. O tio mais amável e carismático que adorava brincar com a garotada. E um craque no fogão. Preparava um frango caipira como ninguém.

Ele era “maravilhoso” aos olhos dos adultos da família. O filho, o irmão, o tio que todos querem ter!

Trabalhador assíduo, atuava como vigilante. Sua função era proteger. Pro-te-ger!

Porém, não passava de um desgraçado. Asqueroso. Nojento.

Certa vez, Josué precisou passar uns dias na casa de seu irmão mais velho para cuidar dos seus sobrinhos. Eles moravam em outra cidade e o tio se prontificou a viajar para encontrar-se com as crianças.

Foi quando iniciou o abuso de uma das meninas. 

Na ausência do pai e da mãe das crianças, o tio “perfeito” se aproveitava da inocência de Irene que na época estava com 5 anos.

Dizia com aquela voz mais doce:

- Vem no colo do tio.

- Vem aqui! Deixa o tio te fazer um carinho.

E a criancinha ia. Não tinha noção da maldade. 

Ia porque acreditava que receberia um colo, um carinho.

Mas não.

Disfarçadamente esse verme em forma de ser humano pegava-a no colo e começa a acariciar suas partes íntimas. Apalpava o seu bumbum, tocava a sua vagina.

As outras crianças não percebiam. Não tinham noção de que isso pudesse estar acontecendo com sua irmãzinha.

Irene era forçada a pegar na virilha do imundo. Josué prendia a mão da criança junto ao seu pênis.

A menina começava a chorar. Era a sua única defesa. Só assim para esse detestável largar a ingênua.

Os pais, fora de casa, de nada sabiam. Não suspeitavam de nada.

No dia seguinte era a mesma coisa. O imundo mentia dizendo que não faria nada demais, além de carinho. A inocente sempre acreditava que seria acolhida carinhosamente pelo tio. Mas não.

O único objetivo de Josué era mesmo boliná-la.

Aquele tio que cozinhava bem, que tinha paciência com a molecada...

Anabela, filha de uma das irmãs de Josué, também sofrera nas mãos podres desse tio pedófilo.

Anabela, aos fins de semana, passeava no sítio que seus avós trabalhavam. Josué também se fazia presente. À época, a pequenina tinha apenas 6 anos.

Josué, o fingido, após cozinhar um delicioso frango caipira, se oferecia para passear a cavalo com a Anabela. A mãe da menina autorizava. Não poderia ser diferente, pois se tratava do tio querido por todos.

Pronto! O ambiente perfeito para o espertalhão se aproveitar de mais uma sobrinha.

Ao montarem no mesmo cavalo, Josué colocava Anabela na frente. O nojento ia atrás.

E aquele passeio era traumático para a pequena. Josué ficava à vontade para bolinar a garota.

No próximo final semana era a mesma coisa. Anabela chorava que não queria ir no passeio, mas sua mãe insistia para a menininha subir no cavalo com o padrinho. Pa-dri-nho!!

Foram vários sábados e domingos assim.

Até que Anabela cresceu um pouco mais e contou para sua mãe o que acontecia. A mãe dela, indignada, queria morrer de tristeza. Sentia-se culpada. O pai de Anabela, cunhado de Josué, queria matá-lo.

Deveria ter feito. Deveria ter exterminado esse escroto.

Mas o caso foi abafado. É sempre assim. Todos fingiam que nada acontecia.

Presa ao trauma gerado, pelo menos Anabela estava livre de novas apalpadas de Josué.

A saga de Irene durou mais tempo. Todas as férias, quando visitam os avós e tios paternos, ela tinha que enfrentar a presença asquerosa de Josué.

A menina tinha medo de conversar com o pai sistemático. Não tinha intimidade com a mãe. Nunca contou a eles. Nem a ninguém da família.

Só quando adolescente percebeu o que acontecia de fato e começou a se proteger. A fugir do colinho do titio lobo mau.

Dos 5 aos 14 anos. Tempo suficiente para traumatiza-la pelo resto da vida.

Pedofilia não é só o ato sexual sem consentimento em menores de idade.

Bolinar crianças também é. Também é traumático!

Irene, hoje com mais de 50 anos, ainda tem pesadelos com este assunto. Já fez diversas sessões de terapia. O trauma nunca foi superado. Apenas se aprende a viver com ele.

Poucas são as pessoas que sabem da história de Irene e Anabela.

Muitos parentes nunca souberam das investidas daquele tio “maravilhoso”, que cozinhava bem, que fazia um frango caipira inesquecível, que adorava cuidar das crianças.

É bem verdade que esse monstro fez a mesma coisa com outras meninas da família. Um pedófilo não tem limites. Só encontra oportunidades e nunca deixa de aproveitá-las.

Os pais precisam aprender a conversar com seus filhos. A orientar quanto aos perigos que os próprios parentes podem oferecer.

É tão difícil aceitar este fato.

Todavia, o perigo pode sim estar com as pessoas que têm o mesmo sangue que você.

Um carinho, um colinho, um passeio... o pedófilo sempre procura ficar sozinho com a criança.

No caso deste texto baseado em história real foi com meninas. Entretanto, independe do gênero.

Irene, Anabela e algumas outras primas ficaram traumatizadas pela vida toda.

E o tio pedófilo?

Continua fazendo um delicioso frango caipira.

E a família continua abafando o caso.







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Uma mãe pode ter medo da morte?

A Boa Notícia!

Simone começou a ter tonturas, refluxos, tudo que comia tinha vontade de colocar para fora. Estava chegando a época de Natal... Final do ano de 2013.

Um ano depois do casamento e veio a surpresa: estava grávida há 3 meses!

Como assim? Gestação de risco? Com 43 anos? Fez tratamento? Vai ter o bebê? Não é perigoso?

Ah... A gravidez depois dos 40!

Quando uma mulher sonha em ter um filho não há limite de idade que a impeça.

Sim, era uma gestação de risco. Mas para Simone, desistir jamais foi opção.

E não, não houve tratamento. Porém, houve Deus. Deus esteve todo o tempo antenado ao desejo de Simone.

Simone estava irradiando felicidade.

Misericórdia Jesus! Que maravilha!

O susto!

Logo começou as consultas e exames de pré-natal. Pagar por um plano de saúde neste momento foi crucial. Obviamente facilitou muito o acompanhamento do neném.

E foi num ultrassom de rotina que o médico viu o problema.

A placenta tinha deslocado-se totalmente. Bloqueio total do cólon do útero.

A criança não passaria pelo local que sairia num parto normal. Cesárea seria a única alternativa.

Com risco de sangramento na gravidez, Simone deveria passar os próximos meses de repouso total absoluto. Em resumo, os próximos 5 meses em cima de uma cama.

Os cuidados!

Primeiramente Simone foi acarinhada por seu esposo. Este não a deixava fazer nada em casa e dirigia para todo lado para que ela não pegasse no volante.

Em seguida, foi tranquilizada por seu chefe imediato. Este aconselhou que Simone cuidasse de seu bebê e não se preocupasse com o serviço. Sobretudo, ser servidora pública estável fez todo o diferencial.

Os colegas de trabalho, mesmo sobrecarregados, comprometeram-se a suprir sua ausência executando o serviço a qual era responsável.

Sua mãe veio de Minas Gerais para ajudar nos cuidados da gravidinha.

Sentia-se mimada por todos.

O temor!

Mas, ao mesmo tempo, o medo de sangrar consumia seus pensamentos. Tinha pesadelos.

Soube então que o risco que corria era tanto de perder o bebê como também de sua própria vida. Havia perigo de sangrar até a morte.

Como dormir em paz? Como viver tranquilamente?

Uma mãe pode ter medo da morte?

Não. Não pode!

Uma mãe precisa sonhar. Tem que ter fé!

Deus. Jesus Cristo. Menino Jesus.

Foi então que novamente se lembrou de Deus. Pediu ao menino Jesus que cuidasse do seu bebê.

Acreditou que Cristo estaria cuidando de seu neném, de sua própria vida, de sua família.

Simone acreditava que na verdade não há conforto maior do que ter certeza que Deus está com você.

Acalmou-se!

Passaram-se os dias.

A maior felicidade do mundo!

Logo, em plena seca da cidade de Brasília, em agosto de 2014, nasceu o seu anjinho. Lindo, com saúde e abençoado pelo Senhor.

A realização de um sonho!

A nova mamãe estava radiante!

Simone tornou-se mãe aos 44 anos. Sem tratamento, mas com Deus no coração o tempo todo.

Conheceu o amor incondicional. O maior amor do mundo. O amor de mãe.

O Pânico! 

Porém, o medo voltou a consumir Simone alguns dias após o parto.

Não, não era o temor normal de mãe recente do tipo: será que vou conseguir criar meu filho bem e para o bem?

Simone teve um grande receio de perder o bebê para algum sequestrador, para um acidente de carro, para uma doença fatal.

Simone estava apavorada! Paranoica!

Tinha receio de perder aquela criança que acabara de vir ao mundo e por causa da idade não conseguir gerar outra.

O horror de Simone era não conseguir engravidar novamente. Só lembrava que já tinha 44 anos.

Novamente precisou recorrer ao pai celestial.

Deus é onipotente!

Em um relance lembrou-se daquela lição: ou você acredita em Deus, ou não. Não tem meio-termo.

E então percebeu que não poderia de forma alguma colocar em dúvida que Deus estava cuidando do seu pequenino.

Jesus é misericordioso e estava com Simone e sua família. A mãezinha precisava confiar.

Quando se tem Deus no coração não se pode deixar de acreditar que o bem prevalecerá.

Deus esteve com Simone ao permitir conceber naturalmente depois dos 40 anos.

Deus a protegeu durante toda a sua gravidez.

Deus protegeu seu bebê durante toda a sua gestação.

Deus continua protegendo-a, protegendo seu filhinho, sua família.

Ela tem ciência de que a fé em Cristo é o melhor remédio para as aflições, o melhor antidepressivo, o melhor ansiolítico.

Fé! É tudo o que se precisa ter.

Simone voltou a tranquilizar-se.

Atualmente é assim que vive sua família: com Cristo e confiante.

E o principal: completamente agradecida a Deus.

 






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 Mulher de 40


Ah... A mulher de 40! A famosa quarentona, não é?!

A ciência e a tecnologia evoluíram tanto, mas o pensamento do ser humano continua o mesmo. Que triste!

Aqui vai uma história de superação. De uma mulher que não se importou com os rótulos dados pela sociedade. Que foi atrás dos seus objetivos quando achou que era a hora certa.

Esta história poderia ser para argumentar que a mulher de 40 é muito injustiçada pela sociedade.

Muitas delas, se casadas e têm filhos, o comentário é que estão acabadas e seus maridos aparentam ter dez anos a menos.

Outras tantas que permanecem solteiras e com filhos, o falatório é proclamar serem insuportáveis, nenhum homem aguenta, por isso estão “mãe solteira”.

Se é solteira e sem filhos, mas resolve ser mãe independente, dizem ser metida a autossuficiente.

Para as que são solteiras e sem filhos, as más-línguas decretam que não tem namorado porque são lésbicas e ficarão para titia solteirona mesmo.

Por fim, se realmente é lésbica, é porque faltou homem para lhe mostrar o que é bom. Sim, falta de experimentar um homem.

Mas esta história é sobre superação. Sobre não deixar os outros definirem quem você é.

Com Simone foi assim... Curtiu a vida até seus 38 anos. Daí em diante, decidiu ter uma família.

Primeiro pensou em fertilização “in vitro” de doador de esperma. Queria ser mãe antes dos quarenta chegar.

Uma amiga a alertou que a criança cresceria e questionaria quem seria seu pai. A idéia foi tristemente descartada. Simone concluiu que não teria forças para suportar a esta pergunta. Não queria ser egoísta com a criança.

Depois ofereceu a um amigo homossexual para que ele fosse pai de um filho seu. O amigo declinou o convite. Não se pode forçar a alguém a ser pai, não é mesmo?

Por fim, resolveu seguir o conselho de outra amiga e cadastrou-se num site de relacionamento na Internet.

Porém, os 40 anos chegaram. Pronto! Já estava vinculada ao destino dado pela sociedade: lésbica, solteirona, titia.

Decidida a ter sua própria família, continuou marcando encontro pelo site de relacionamento. A meta é não desistir do seu sonho.

Ficou dois anos conhecendo rapazes de todos os tipos.

Teve o que era apaixonado pelo padre cantor que faz sucesso no país todo. Era tanto padre para cá e padre para lá que Simone suspeitou que essa história não acabaria bem para ela.

Houve o consultor bem-sucedido financeiramente e recém separado da esposa. Tinha três filhos adolescentes e por isso não desejaria ter mais nenhum. Totalmente na maré contrária aos desejos de Simone.

Apareceu aquele que disse à Simone que achava que ela estaria interessada em seus bens. Sim... Ela passou por esta humilhação.

E na mesma toada, ainda conheceu um rapaz que disse que se casaria somente com uma mulher que pudesse lhe ajudar a acabar de construir sua casa. Nova humilhação.

E, entre outros, houve o moço que afirmou que não ficaria com Simone por achá-la chatinha. Cha-ti-nha! No diminutivo. Bem... Era um direito dele...

Foi então que, aos 41 anos, conheceu pelo site um rapaz alto, magro, com lindos olhos azuis. Foi amor à primeira vista. Por parte dela, é claro!

Seria esse moço o seu par perfeito?

E foi assim que Simone, aos 42, casou-se. Diante de Deus e dos homens, uma cerimônia simples, mas que exalava a alegria dos noivos.

Cartório, igreja, festa. Ufa! A solteirona não é lésbica!

Aos 43 engravidou-se de seu marido. Ufa, parte 2: a solteirona não é lésbica e gerou um filho. Não vai mais ficar para titia.

Aos 44 anos Simone tornou-se mãe. O ápice da felicidade para ela! A realização de um sonho! Ganhou um anjo! E agora ufa, parte 3: a solteirona agora é esposa e mãe.

44 anos e seu sonho realizado: uma família!

Enquanto Simone, seu marido e seu filhinho vivem suas vidas como uma linda família, a sociedade já escolheu outra mulher de 40 para taxar.

E assim caminha a humanidade! 

 






 



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Olá!!

Que bom ter você ver por aqui!!

Sinta-se à vontade em ler textos leves, envolventes e inspiradores.

Algumas narrativas baseadas em momentos que vivenciei, outras geradas nas viagens dos meus pensamentos, mas todas com personagens fictícios.

Você vai parar pra meditar sobre as histórias apresentadas.

Será que refletem a sua vida também?

Conhece alguém que já vivenciou babado parecido?

Entre e curta o FocaNoConto!!

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Troca de nome


A escolha do nome da criança

Em uma linda noite de um sábado do início de maio, em meados da estação de outono, sob o signo de touro, nascia a terceira filha de um professor e sua esposa costureira.


Seu prenome, aquele que vem antes do nome da família, já havia sido escolhido por seu pai que tratou logo de registrá-lo em cartório para que nenhum desavisado ousasse dar pitaco em como deveria chamar-se a nova criança.

Moab.

Sim. Moab foi o prenome escolhido.

De origem hebraica, na escritura sagrada trata-se de nome de homem. Na vida real, apenas um nome o qual seu progenitor achava bonito e forte.

Iniciou-se aí a saga de uma pessoa do sexo feminino a carregar o peso de ser registrada com o prenome masculino.

Estava instaurado o bullying com humilhações e perseguições.


Aos conhecedores dos ensinamentos da bíblia a escolha paterna não foi bem aceita. Moab ou Moabe foi um garoto gerado por um incesto, não sendo recomendável utilizá-lo como nome de uma menina. Nem de menino. Representa pecado.

O padre da cidade, no momento do seu batismo católico pronunciou: “eu te batizo, Moab Maria”. Foi uma forma que encontrou para afeminar o nome da criança menina.

Aos que não conheciam os detalhes do texto sagrado a confusão era potencializada com o sobrenome, aquele que representa o nome da família, que vinha logo após Moab.

Damião.

Sim. A inocente anjinho passou a chamar-se Moab Damião.

Moab Damião era visto como nome masculino composto como André João, Antônio Pedro, Luís Gustavo, Paulo José ou qualquer outra combinação entre dois nomes relativos a homem.

A menina mulher começa a frequentar a escola com o nome de menino homem.


Logo, Moab Damião ganhou novos rótulos. Geralmente vindo dos meninos, eles a apelidaram de Joabe, Monalisa, Mabel, mob dicky (uma baleia personagem de um filme), mocoronga, e o favorito dos colegas: Cohab (que à época era a sigla de Companhia Habitacional do governo).

Além disso, a garotada empurrava a menina para entrar no banheiro masculino, para compor a fila dos meninos, para jogar no time dos pentelhos.

Todos os anos seu nome saía na lista da educação física dos meninos obrigando sua mãe a interceder junto à secretaria do colégio.

Moab Damião aprendeu a se defender como pode. Chorava, xingava, gritava. Falava estupidamente com as pessoas. Distribuía socos e pontapés para quem a chamasse por algum apelido. Tornou-se um projeto de macho bruto.

Era um pedido de socorro que nenhum adulto à época soube entender.

Não foi diferente quando chegou sua maioridade.


Sempre que pronunciava seu nome era questionada sobre qual seria seu sexo.

Ganhava brindes inusitados como edições de revistas voltadas para o público masculino.

Atendia ligações de telemarketing pedindo para falar com “o senhor Moab”.

Recebia cartas de mala direta com o vocativo “Prezado Senhor Moab”.

Ah... E o uso dos malditos apelidos da infância continuava sendo Cohab o de maior frequência.

A mulher feita precisou de ajuda especializada. Já não suportava mais o peso de ser achincalhada por causa de seu prenome, de seu nome.

Não sabia se comportar com uma dama. Comportava-se como um sujeito grosseiro. O relacionamento com os homens foi drasticamente prejudicado pois queria ser como eles, tratando-os com brutalidade.

Após várias e várias seções de terapia descobriu que o bullying sofrido alterou significativamente a sua personalidade.

Inimaginável a quantidade de outras reuniões com sua terapeuta que foi, e ainda será necessária para ajustar seu jeito de ser.

Logicamente, medicação psiquiátrica também teve que ser prescrita.

A menininha do papai tinha transformado-se em uma pessoa sem educação, que respondia aos outros sempre de forma grosseira. Vivia na defensiva, com dificuldades em receber críticas.

O mundo é cruel com pessoas assim.

Moab padecia.

Chegou a criar um personagem. Todas as vezes que não queria se apresentar com o prenome Moab dizia que se chamava Mônica.

Mônica era o nome que utilizada para se apresentar às pessoas quando não queria revelar sua verdadeira identidade. Era o espelhamento da personagem de Maurício de Souza. Uma garota brava, briguenta, mas forte.

Seu pai jamais imaginou que o prenome escolhido pudesse lhe trazer tanto sofrimento. É óbvio que nunca quis isso para a filha.

Os dias seguem... Moab ganha um anjo da guarda em sua vida. Uma colega de trabalho que soube entender seu martírio e ofereceu a melhor ajuda de todas.

Moab, com o suporte de sua amiga, pleiteou na justiça o direito de alterar seu prenome.


Um processo tão bem estruturado pelo seu anjo amiga que logo saiu a sentença.

Trinta e cinco anos depois da escolha paterna e dois meses depois da decisão judicial, nasce Mônica.

Morre Moab.

Morre Moab Damião.

Nasce Mônica Damião.

Foi, até então, o momento mais feliz de sua vida.

Não precisou mais se identificar usando um nome masculino.

Não fez mais sentido ouvir apelidos traumáticos como Cohab.

Teve que reaprender a viver com críticas, a argumentar sem ser estúpida, a ter mais paciência sem precisar chorar, gritar, xingar.

Sua personalidade precisou ser recomposta.

Um novo nome lhe trouxe mais feminilidade.

A felicidade transbordou e todo o trabalho psicológico era realizado com enorme satisfação. Difícil, mas a vontade de melhorar era superior.

Teve que aprender a entender que as pessoas não queriam atacá-la a todo momento. Não precisava se defender a cada diálogo. Não precisa ser rude a todo instante. Mas com trinta e tanto anos agindo de uma forma...

E assim ela seguiu sua vida.

Ainda com muito a se fazer para que sua personalidade seja aprimorada a cada dia.

Porém, contente como nunca esteve.

Em pouco tempo mudou seu guarda-roupa com peças mais coloridas. Tingiu o cabelo para um tom mais claro. No dia a dia, aumentou o uso da maquiagem.

Os anos passaram e com o nascimento dessa nova mulher veio o desejo de formar uma família. Ter um lar com papai, mamãe e filhinho.

E aquela terceira filha do professor e da costureira, que foi registrada com o nome de um garoto gerado de um incesto, conforme a Bíblia, e que já não existia mais, e já com seus quarenta e poucos anos conseguiu formar sua família.

Moab nunca mais.

Mônica, menina mulher, agora esposa e mãe, avança. Devagar, mas persistentemente.









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Sobre Mim

Sobre Mim

Escolheria uma magnólia para me representar como flor.
Minha vida é assim...
Sempre demorando a desabrochar...
Mas eu persisto e com paciência sempre alcanço os meus mais simplórios objetivos.

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